domingo, 22 de março de 2015

O que é e o que não é Comunicação não-verbal (CNV)



Termos sinônimos de “Comunicação Não-verbal”(CNV)
Os termos que dão nome a esse disciplina são muitos, utilizados de maneira vaga e como sinônimos: Linguagem corporal, paralinguagem,  comunicação gestual, comunicação não-vocal, etc.

Como, no nosso entendimento, o termo “comunicação Não-verbal“ consegue abranger todas os seus subtipos além da dinâmica e dos outros elementos presentes no processo de comunicação.


É uma ciência? Tem comprovação empírica?
Desde os gregos antigos, filósofos até os cientistas modernos auxiliados pela tecnologia vêm pesquisando sobre CNV.

Atualmente com as modernas técnicas das Neurociências é possível entender melhor como tudo funciona.

Especialmente a partir dos anos 70, Paul Ekman (uma das maiores autoridades no tema)  vem publicando pesquisas científicas e livros sobre comportamentos, emoção, expressões faciais e detecção de mentira e atualmente sobre “emotional awareness”.


O estudo da CNV pós 11 de setembro
Após o 11 de setembro os EUA investem bilhões em pesquisas nessa área.

As novas tecnologias que estão sendo criadas permitem desde identificar comportamentos suspeitos de passageiros por meio de: câmeras que decodificam expressões faciais, câmera térmicas que identificam quando um sujeito está mentindo pelo aumento de temperatura de determinadas partes do corpo até a possibilidade de identificar suspeitos, via imagens de satélite, pelas sombras e modos de caminhar.


Pseudo ciências que se confundem com a comunicação não verbal científica
Fisionogmia – De origem chinesa. Defende a idéia de que determinadas formas e dimensões de partes do rosto revelariam sobre traços de personalidade.

Morfopsicologia – Defendia a idéia que o formato do corpo da pessoa analisada determinaria a personalidade dela.

Frenologia – teoria que reivindicava ser possível determinar o caráter, personalidade e grau de criminalidade pela forma da cabeça.

Quironogmia – É a “ciência” que desvenda a personalidade pelo formato das mãos, dedos, unhas, traços e marcas das mãos.


História do estudo da CNV
Os filósofos foram os primeiros a associar a CNV a: humor, personalidade, estados (mentais, emocionais, de humor, etc.).

Embora desde a antiguidade já houvesse interesse nesse campo do saber, são raros os textos e escritos sobre esse tema datados de antes de 1950. Os primeiros estudiosos sobre essa arte/ciência são os gregos antigos, em especial, Hipócrates e Aristóteles e o ilustre romano Cícero.


Esses filósofos desenvolveram essa temática por possuírem grande interesse sobre o comportamentos e personalidade humanos.

Já Cícero estudava oratória e a relação entre gestos, emoção e comunicação aplicada à persuasão, discursos, liderança e política.

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